Num barco a deriva
à procura do nada.
Perdido nas incertezas
Que lhe fazem ser
o não ser.
Viajante inquieto
Algoz de sí mesmo
Esquecer não vai
Tuas desventuras
Tua virtude
nesses anos todos
É ter te tornado mais forte
Pois para sobreviver de ti
Tens que lutar contra teus infortúnios
Encontra-te a ti mesmo
para poder te salvar
Meu amigo!
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